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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Sensitivity Analysis



As nossas escolhas moldam o nosso caminho e, ultimamente, a nossa vida. E se eu não tivesse feito isto? E se tivesse arriscado naquele dia? E se não tivesse mantido a boca calada? E se... E se...

É curiosidade natural, aquela que me toma ao acercar-me destas questões. Afinal, tudo aquilo por que passei me define e criou os traços que hoje carrego, sejam físicos ou psicológicos. Quão diferente seria eu com uma simples alteração numa das variáveis que me ergueram? Como é composto o leque de possíveis Joana's em múltiplos universos paralelos? E se eu fizesse precisamente todas as escolhas contrárias às que fiz até agora, quão afastada estaria da pessoa que sou hoje?
É comum defender que não nos devemos arrepender das escolhas que já fizemos pois, na altura, era o que queríamos. Eu aprendi que essa afirmação não é, de todo, aplicável em todas as situações, afinal somos humanos e, mesmo inconscientemente, podemos optar por A convencendo-nos de que é o melhor quando B é realmente o que queremos. A questão é: se não se arrependem de absolutamente nada na vossa vida, ou estão a levar uma vida de bradar aos céus e congratulo-vos por isso ou não estão a sair da vossa zona de conforto e é possível discutir a vossa definição de viver.

Eu gosto de pensar que não me arrependo de nada mas é claro que não gosto de me mentir a mim própria. Acho que arrepender-me não é bem o termo certo mas por vezes penso nas decisões que tomei e sinto um murro no estômago, um toquezinho amargo ou uma ponta de embaraço. Acho que a razão pela qual não o defino como arrependimento é porque aprendi com isso, aceitei o "erro" e tomou parte da minha personalidade. Querer mudar isso é como aqueles avisos nos filmes com viagens no tempo, qualquer pequeno deslize pode provocar mudanças irremediáveis, porque vamos construindo tudo camada a camada e mexer nas fundações de uma casa pode fazê-la ruir.

O que quero dizer é que o truque parece-me ser, não o evitar de más escolhas, mas sim a forma como nos erguemos e damos a volta após isso. Pelo menos, quero acreditar que sim.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

First Semester: Almost Done


Foram uns loucos meses. Tive o meu baptismo de praxe (um dos momentos mais bonitos que vos descreverei um dia). As primeiras cadeiras do curso, com cento e tal alunos num auditório. Caras novas, amizades por florir. Reuniões de praxe, orgulho de praxe, excitação de praxe. Trocas de horários, mudanças de professores, aulas de substituição. Nerv-wrecking trabalhos de grupo.  Viagens longas de autocarro, viagens curtas de autocarro. Metro para aqui, metro para ali. Imensas descobertas, novas experiências, alegrias e tristezas. Tem sido uma temporada incrível e eu tenho sido uma tola em não partilhar o meu dia-a-dia aqui com vocês, mas isso vai mudar.
Primeiro, algo pertinente é o porquê de se chamar semestre quando são "apenas" três meses - não que eu me esteja a queixar, obviamente. Segundo, ainda não acabou porque as minhas frequências são em Janeiro e graças a essas amigas não vou poder festejar propriamente o meu aniversário. A coragem é pouca, a preguiça é muita. Preciso de me focar e garantir a segunda quinzena do próximo mês de férias ao despachar as cadeiras logo à primeira e com o devido sucesso.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Gestão, baby!


Estou uma caloira universitária oficializada!
Entrei na minha primeira opção, já me matriculei, já sei o meu horário e já me sinto enternecida pelo espírito académico. Logo no dia, uma aluna de 2º ano do meu curso (que, só por acaso, tinha zero amigos em comum comigo) adicionou-me e prontificou-se a fazer-me sentir bem vinda, disponibilizou-se para qualquer dúvida que eu tivesse e ainda me adicionou a um grupo de recepção aos caloiros. Foi de uma simpatia que eu nem tenho palavras, fiquei embevecida. A partir daí, têm chovido pedidos de amizade de pessoas que nunca vi na vida mas com quem sei que me vou cruzar várias vezes e eu tenho um gosto enorme em aceitar todos eles.
Vou esta semana à faculdade completar a inscrição e aí sim, vou sentir na pele toda esta energia à minha volta pois até agora parece surreal. Por enquanto, guardo as minhas expectativas para o começa desta nova aventura e espero que seja tudo o que de melhor puder ser.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014


Gosto de andar de mota. Tive oportunidade de ter uma mas recusei e não me arrependo, porque nem sei se gostaria de a conduzir. No entanto, tenho um amigo que uma vez ou outra me dá boleia e faz-se sentir como uma lufada de ar fresco. Adoro fazer caretas para o meu reflexo no seu capacete. Adoro fazer longos percursos a cantar com ele, improvisando o nosso próprio rádio com música. Adoro a sensação de liberdade.
Boas memórias, bons momentos.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

# The Look in Someone's Eyes


Era uma tarde soalheira e quase que podia ser embalada pelas ondulações da água enquanto consentia ao meu corpo que flutuasse e se deixasse levar pelo ritmo da vida. Por razões ainda desconhecidas, os nossos caminhos cruzaram-se, literalmente, e foi adicionada à minha visão do mundo uma nova camada completamente fora do modelo convencional. Uma única palavra proferida foi o suficiente para me acordar e despertar a atenção.
É curioso pensar: e se demorasse cinco segundos extra a mexer-me e chegar ao ponto de "colisão"? Já não passaria apenas de uma realidade não consumada, uma possibilidade perdida no meio de tantas outras que se perdem todos os dias da nossa vida. É interessante pensar que com cada escolha que fazemos, com cada caminho que tomamos, existem outros tantos que se dão por interditos e acabados. Isso é uma das muitas provas de que o nosso destino é talhado por nós dia após dia, somos nós que construímos a calçada da rua da nossa vida, somos nós que plantamos as árvores da nossa alameda, somos nós que tecemos a passadeira vermelha do nosso futuro, somos nós que, um dia de cada vez, colocamos tijolo sobre tijolo e construímos o nosso castelo. E o mapa de infinitas possibilidades e combinações é tão bem construído que mesmo que tomemos o caminho errado hoje, poderemos ter a oportunidade amanhã para retomarmos o certo, aquele que nos é fiel a nós mesmos. Ou não. Claro que algures por aí, existem alguns meros acasos no que toca ao nosso mapa cruzar-se com o mapa de outras pessoas. Eu decidi que ia deslocar-me por ali e nada ia mudar isso, no entanto foi o tempo que demorei a fazê-lo que determinou que colidisse com o seu trajecto, o seu dia, a sua vida, na verdade. E isso acontece com todos nós, a toda a hora. Sem explicação.
Dizem que os olhos são a janela da alma. Pois então, eu diria que o seu olhar me compelia a fazer-me transportar para o seu ser, observar o conjunto de peculiaridades e mistérios que o compunham e irrompiam do seu interior para o seu redor. Uma figura tão estranha e diferente... Mas ao mesmo tempo, cativante.
Sinto-me movida pela possibilidade de viajar, conhecer, descobrir, explorar. Senti-me movida pelo estilo de vida alternativo (desligado de estereótipos, nada a ver), tinha algo de refrescante e novo, aliciante, libertador. Todo o seu ar vivido me fazia gritar silenciosamente por novas experiências, novas realidades, novas metas. Tinha qualquer coisa de invulgar aquela presença e era daquelas que te impedem de desviar o olhar, os seus olhos quase que exigiam o estudo dos meus. Perco a sensibilidade e esqueço-me de onde estou, tudo à minha volta esmorece e ao mesmo tempo vislumbro uma infinidade de experiências que estou a deixar escapar, vejo nele tudo o que estou a perder com a minha vida sossegada e quieta, segura. Faz-me querer mais para mim, uma vivência fora do comum, algo que destaque a minha vida do padrão, algo que a torne não uma vida qualquer mas a minha vida, que me entusiasme tanto que me faça explodir de emoção e satisfação...
Aquele olhar inspirou-me, mudou-me a mim e à forma como estava a projectar o meu modo de viver, e isso é impagável.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Love sucks



O amor não é cego. Isso é mentira. O amor escolhe colocar-nos uma venda nos olhos e tudo é bonito no que vemos porque só vemos o que o nosso coração quer ver, só vemos as projecções na tal venda do que julgarmos ter à nossa frente em pessoa. O amor é uma porcaria, mas só quando dá para o torto. É hipócrita da nossa parte culparmos o amor e crucificarmos esse sentimento tão intenso. O amor é uma porcaria porque o fazemos uma porcaria, porque o vemos como uma porcaria.
Quando estamos felizes e contentes ninguém se atreve ou lembra sequer em proferir tal coisa, é tudo tão "perfeito" e completo que a vida ganha outras cores, outros cheiros e basicamente ficas repleto de serotonina, dopamina e oxitocina (o que é totalmente verdade) mas o que sentes é o coração a palpitar vividamente, uma ansiedade descomunal, uma explosão de electricidade, carinho, paixão e realização dentro de ti, a desesperar por irromper pela tua pele e incendiar a tua vida de fogo ardente e belo, porque aquele sorriso, aquele olhar e aqueles braços são tudo o que o teu mundo precisa para ter um dia melhor.
Até que num momento tudo colapsa e já não parece nada do que idealizavas mas isso é como quem não tem jeito para o desenho, como eu. Tenho na minha mente uma imagem clara e brutal do que quero mas quando meto mãos à obra, lápis à arte, é como se saísse tudo ao lado, uns meros gatafunhos, um projecto falido do que tinha imaginado porque é impossível transpôr para a vida real seja um desenho, palavras, acções, tudo exactamente igual ao que permanece no nosso íntimo. É isso que acontece com o amor. Nós criamos esta bolha perfeita e depois o que acontece? A realidade acontece. Mas isso é porque tentamos com que esse nosso conto de fadas perfeito passe para a realidade, deixe de ser apenas uma história a pairar nas nuvens do romance ideal. Queremos que seja real. E é aí que a coisa complica. Porque a realidade também consegue ser uma porcaria.
Alguém te pergunta como é que depois de coisas tão horríveis ainda te importas, ainda te dás ao trabalho e fazes as coisas que fazes. A minha resposta é: como é que não o farias?
Amar é estar lá, independentemente de tudo. Amar é assumir uma posição de porto de abrigo, fonte de amor, carinho, compreensão e protecção, como também bola de stress e saco de boxe (não no sentido literal). Amar não é só nos bons momentos. Quem ama aguenta toda a porcaria porque ser amado é sabermos que temos alguém que não nos vai deixar ficar mal e ruir perante os nossos erros, que nos vai segurar ou ajudar a levantar quando tropeçarmos nas pedras da vida ou nos penhascos do nosso ser. Amar e ser amado é assumir um contrato de presença e cuidado.
Claro que há limites, às vezes a mágoa torna-se demasiada e se calhar podes ter um coração maior do que devias. Mas nós só recebemos dos outros o que irradiamos de nós mesmos. Se calhar não recebes em igual medida mas não vais arriscar dar menos só porque recebes menos pois se dás mais, sabes pelo menos que tens a porta aberta para receber mais. Se isso não acontece... Melhores dias virão. Frank Crane disse "You may be deceived if you trust too much, but you will live in torment unless you trust enough." Pois a minha escolha é ser e viver assim, como sou.

Dito isto, o amor continua uma porcaria porque as pessoas conseguem ser uma porcaria. Mas o sol há-de voltar a brilhar no coração de todos nós...

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Rainha por uma noite


Eu falei-vos do meu baile de gala e acabei por deixar de parte um pormenor que não achei relevante na altura. Um amigo meu da AE lembrou-se de me inscrever para a votação de Rainha do Baile mas eu nem dei muita importância porque não achei que fosse ter tantos votos quanto isso. Pois a verdade é que, surpreendentemente, eu fui eleita rainha do baile!
Eu não fui feita para ser o centro das atenções e morri de vergonha, só não fiquei parada a processar o meu nome quando o anunciaram porque depois tinha tudo à espera que eu subisse o palco e ainda ficava mais envergonhada, mas foi uma honra enorme até porque pelo que percebi foi mesmo muita gente a votar e eu nem conheço tanta gente que fosse votar em mim nem muito menos sou próxima de tantos que votassem. Foi mesmo uma surpresa e antes de anunciarem, já todos à minha volta sabiam dos resultados menos eu.
Eu sou muito sincera e não era algo que eu almejasse conseguir, a única coisa que me importava era eu ser rainha da minha própria noite, nem é algo de tremenda importância nem me faz mais que ninguém mas claro que me senti lisonjeada, recebi elogios de gente com quem nem falo e a grinalda era giríssima.
E a valsa correu super bem, quase que me ia enganando mas ninguém notou e o meu pai filmou, só dá vontade de mostrar como ficou bonito!

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Baile de Gala



Este sábado temos o nosso baile de gala. A busca pelo vestido foi uma aventura e pêras, nem eu queria gastar muito dinheiro nem sou de grandes exuberâncias mas verdade seja dita, nem algo simples eu conseguia encontrar. Ao fim de uma longa busca, só tinha duas hipóteses: um vestido diria eu que rosa "velho" de princesinha e um preto não-de-princesa-mas-talvez-passagem-de-ano-aperaltada. A escolha foi complicada mas acabei por ficar com o preto, a cor do outro não me convenceu nem ficava bem comigo e eu quase que aposto que não o voltaria a vestir nunca mais. Os sapatos vão ser claramente os únicos que eu tenho no armário a criar raízes e só vou levar uns brincos simples. O cabelo vai ao natural, talvez com um pequeno apanhado e nada de maquilhagem (lá porque é festa e sou finalista, não abusemos). 
Nos últimos dois anos eu fiz parte da associação de estudantes e fomos nós que organizámos os bailes de gala em questão, mas este ano é uma lista diferente. Um lado positivo é que não vou ter turnos de trabalho durante a noite nem limpezas posteriores nem preocupações quanto a nada disso. Ou seja, estas festas são momentos em que eu reencontro amigos com quem já não convivo diariamente e desta vez vou estar 100% livre para lhes dar a minha atenção, para dançar e viver cada instante.
Outro lado positivo é que sou finalista e vou dançar a valsa, juntamente com mais 15 pares. Eu ando desde o meu 10º ano a querer dançar a valsa e vai finalmente acontecer mas espero que corra tudo bem senão vou morrer de vergonha. Se vocês vissem os ensaios... Mas claro que os meus pais e a minha irmã vão assistir e o meu pai nem seria o mesmo se não tentasse filmar a ocasião, por isso devo ter oportunidade de mais tarde ver e concluir se até me safei bem ou estava completamente away do compasso.
Concluindo, ando a precisar de desanuviar as ideias e  por isso espero que seja um óptimo baile de gala e que me consiga divertir à grande com aqueles que me são próximos. É um evento importante, acaba por marcar a recta final desta etapa da minha vida. O que virá a seguir, quem sabe?

sábado, 26 de abril de 2014

Calpe e Portugal

Esta era apenas uma parte da vista da minha varanda! Não imaginam as belas fotos às 7 da manhã com o nascer do sol.

Depois de uns longos tempos sem dizer nada, cá regressei!
Calpe foi uma semana intensa, conheci pessoal de diferentes sítios, reencontrei dois meus conhecidos das férias de verão, tive uma experiência diferente. Admito que o grupo com que fui não foi o ideal para mim e eu já o esperava por isso não foi de todo uma desilusão, apenas acho que para ser a melhor semana da minha vida teria que ser com pessoas diferentes, aproveitando cada minuto de forma diferente. Mas foi algo com um balanço geral obviamente positivo e não me interpretem mal. Calpe tem tudo para que seja uma viagem inesquecível, a organização é óptima, o tempo ajudou imenso, a paisagem da minha varanda era estonteante e eu não tenho mesmo queixas nenhumas, tive noites brutais e sempre sóbria. Apenas não fui com o grupo mais adequado à minha personalidade e senti isso, apesar de não ter nada contra eles claro e não me estar a referir à totalidade. No fim de contas, só tenho tanta pena de não ter subido ao Peñon, a sério!
Quando regressei, embarquei numa semana de férias com os meus pais e a minha irmã, em que percorremos Portugal de alto a baixo. Family on the road! Descemos pela costa, Setúbal, Arrábida, Sagres, Portimão. Passámos duas noites em Albufeira. Seguimos por Faro, Vila Real de Santo António, Mértola, Évora, Portalegre. Ficámos em Castelo de Vide, onde temos casa, por uma noite. De volta à estrada, passámos por Castelo Branco, Covilhã, Serra da Estrela, Gouveia, seguimos para Braga e ficámos lá perto, em Caldelas. No último dia, descemos por Porto, Aveiro, Figueira da Foz, Nazaré, Caldas da Rainha, por aí. Isto assim muito por alto pois claro que passámos por imensas terras e terrinhas e foi interessante descobrir um pouco mais do nosso país.
Foram, sem dúvida, umas férias diferentes!

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Calpe


Está a aproximar-se aquela que dizem ser a melhor semana das nossas vidas: a viagem de finalistas. O nosso destino é Calpe, na costa espanhola. Na minha opinião, os melhores momentos somos nós que os criamos e só porque vamos estar longe e sozinhos não significa nada, mas claro que faremos por isso. Eu cá não sei se vai ser a melhor semana da minha vida e possivelmente nem será bem, é esperar para ver mas antecipo uma semana como nunca tive e uma experiência brutal da qual espero guardar toneladas de boas memórias.
Já comecei a fazer a mala e a planear tudo para não me esquecer de nada. E vocês? Se já fizeram essa viagem, gostaram? Têm algum conselho? Se não fizeram e é este ano, qual o vosso destino? Estão entusiasmados?

quinta-feira, 27 de março de 2014

E quando...


Recebes uma mensagem totalmente inesperada de alguém que julgavas já nem se lembrar de ti assim? É mesmo vida.
O meu treinador de natação teve o segundo filho e mesmo tendo eu parado de nadar há dois/três anos, mandou-me logo mensagem com a notícia ainda com palavras mal escritas cheias de emoção e eu fiquei tão enternecida que não tenho palavras. Sabe tão bem sentir que não sou um membro esquecido da família.

sábado, 8 de março de 2014

Almoços de Família



A minha família não é de todo a mais unida, no geral. Dramas familiares, quem não os tem?
No entanto, todos os fins de semana almoçamos com os meus avós maternos, o avô paterno junta-se e também um primo da minha mãe. O que se torna muito interessante porque é um homem inteligente e gosto de participar nas conversas que chegam a percorrer variados temas. No último almoço, falou-se de que para vivermos bem, há três aspectos muito importantes: o físico, o psicológico e o financeiro. Então levantou-se a seguinte questão, em que ordem de importância se encontram esses três aspectos? As opiniões divergiram, outras (incrivelmente) convergiram quando nunca costumam estar de acordo e assim eu convido-vos a partilharem comigo a vossa opinião. Para vocês, dos três qual o mais importante? E o menos? Dêem-me os vossos argumentos :)

Para o ano há mais


Faça chuva ou faça sol, aqui o Carnaval festeja-se de qualquer maneira! Foi muito bom, cada noite tive uma máscara diferente e Avatar foi um sucesso (graças aos dotes artísticos da minha mãe, claro). Recebi alguns elogios de pessoas que nunca conheci na vida e eu própria senti-me mesmo gira. Correcção, bem pintada.
Apesar de estarmos todos sempre numa mesma zona da Praça da Batata, eu e uma amiga minha por vezes percorremos as praças e os bares sempre sem parar e foi uma aventura. Acho que descobrimos mesmo a "pólvora". É brutal estarmos lá todos juntos, imenso pessoal da escola e conhecidos, mas ir à descoberta, furar a multidão, entrar em brincadeiras com estranhos e abraçar o espírito puro de Carnaval é uma experiência a repetir! Voltei a participar no desfile dos grupos mascarados e voltámos a conseguir alguns prémios.
Agora resta a saudade destes tempos de ouro! Carnaval pode ter o seu Enterro mas vive sempre dentro de nós e é escusado reforçar que já estamos à espera do próximo *

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Carnaval de Torres Vedras!


É um orgulho ver que o Carnaval junta tanta gente num só lugar com um único propósito: diversão! Adoro ir a uma loja de tecidos e ver pessoal interessado em mascarar-se, com ideias originais e cheios de empenho. Adoro perceber que é algo que não se perde com o passar dos anos porque é um evento para todas as idades. O Carnaval é de todos e acreditem que é muito esperado. Ainda hoje estava a pensar que com este intervalo escolar, podíamos muito bem fazer uma viagem, ir passear mas depois pensamos no que perdemos e eu pelo menos chego à conclusão de que não quero faltar a nenhum carnaval e quero inclusive incutir esta "tradição" aos meus filhos um dia. Eu cresci com este ambiente e sinto-me uma sortuda por ter tido essa oportunidade, por saber apreciar e desfrutar desta época do ano. Ninguém se sente excluído e brincadeira é a palavra de ordem do dia, saiam da vossa rotina, saiam do normal, excedam-se, divirtam-se.
Se puderem, aconselho-vos a darem uma oportunidade ao Carnaval de Torres e não se vão arrepender! Até porque se são da zona, considero impossível nunca terem ouvido falar do mesmo.
Eu cá vou preparar-me que o tempo não pára!

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

# Say Something


" Há muito tempo que não escrevo. (...) Há muito tempo que não existo. Estou sossegadíssimo. Ninguém me distingue de quem sou. Senti-me agora respirar como se houvesse praticado uma coisa nova ou atrasada. Começo a ter consciência de ter consciência. Talvez amanhã desperte para mim mesmo, e reate o curso da minha existência própria. Não sei se, com isso, serei mais feliz ou menos. Não sei nada. (...) Há muito tempo que não sou eu. "
in Livro do Desassossego

Não me sinto nada presente aqui e sinto falta disso, é algo que me faz bem mas a minha ausência não foi totalmente em vão. Tive notas de bradar aos céus, fiz à menos de uma semana os meus dezoito anos e já estou nas aulas de código. Quanto à minha produtividade, sinto-me confiante e apesar de haver outros projectos que eu gostaria de abraçar, acho que posso ir conciliando as coisas devagar e tudo vai ao sítio mas não me sinto de todo incompleta. A única coisa que me atormenta é não estar segura do que seguir na faculdade.
Olhando para trás e pensando em tudo o que mudou, a minha vida deu não uma mas mil e quinhentas voltas de 180º só no último ano. Nem sei expressar tudo o que me vai na alma, o espírito que perdi algures pelo caminho e que tento reencontrar. No entanto, espero que o vosso ano 2013 tenha sido do melhor e que a vossa passagem de ano vos traga excelentes momentos, muitas coisas boas para todos vocês!
Eu voltarei, muitos beijinhos * 

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Pessoas


Gosto de conhecer pessoas com quem possa ter conversas com conteúdo. Na outra noite estive à conversa com um rapaz que conheci duas noites atrás e eu só o conhecia de vista porque ele andou na minha escola quando eu ainda tinha os meus 12 ou 13 anos. Começámos por trocar algumas palavras de algo banal e de alguma forma, acabámos por discutir temas desde a faculdade, cursos que por alguma razão se adequariam a mim, o percurso dele na escola e faculdade, desporto, formas de encarar a vida e muito mais. Quando demos por nós, já estávamos ali à umas duas horas com a conversa a fluir naturalmente. Por alguma razão, tanto eu confiei nele como ele em mim e abordámos questões que normalmente não se abordam com estranhos/recém-conhecidos porque quando eu digo que o conheci duas noites atrás, não foi nada com aqueles momentos constrangedores de "olha X esta é a Y e Y este é o X" e trocam-se beijinhos e entra-se naquela conversa standard ou no silêncio embaraçante. Simplesmente trocámos umas frases ali, uns vocábulos acolá e pronto. Ao fim daquelas horas, ele descreveu-me a mim e à minha maneira de ser de uma forma tão certa que eu senti como se ele me conhecesse à anos e o mesmo eu consegui retirar dele. Foi realmente agradável e é destas pessoas que gosto de ter na minha vida, gosto de ter conversas com nexo e nem dar pelo tempo passar. Ele é 5 anos mais velho o que pode influenciar a "qualidade" ou mentalidade da conversa mas também se trata do facto de que temos visões do mundo semelhantes. No fim ele estava a comentar com uma amiga em comum e eu acabei por entrar na conversa, que se fosse uns anos mais novo andava atrás de mim e que se conseguisse alguma coisa comigo nunca mais me largava. É um enorme elogio. E havemos de voltar à conversa nestas noites. Beijinhos, que vou trabalhar *