sábado, 28 de junho de 2014

Partilho com vocês a minha vergonha


Fomos a Lisboa para uma sessão fotográfica que uma colega minha quis organizar pelos anos dela. Isso combinou três factores que não vão lá muito bem com a minha pessoa: fotografias "forçadas", vestidos e semelhanças porque íamos todos de branco (excepto a aniversariante). Acabou por ser divertido e acabámos por ter de apanhar o autocarro das oito e meia para casa. Sim, tarde!
Bem, lá íamos nós no metro e eu já não tinha lugar para me sentar então fiquei em pé agarrada ao "poste" no centro da carruagem com outra rapariga. Entretanto nessa mesma paragem da nossa entrada entram dois rapazes, um deles fica também agarrado no centro e eu, esperta como sou, estava a pôr o meu peso mais sobre uma perna para descansar o outro joelho. Conclusão, assim que aquilo arranca eu perco o equilíbrio e dou um encosto no tal rapaz. Ele estava de headphones e eu imediatamente levantei apenas a mão em sinal de "desculpa lá". Até aí tudo bem. Umas paragens à frente, ele deixou o centro e ficou na lateral, atrás de mim. Claro que, novamente, esperta como sou, aproveitei a paragem para ajeitar a minha mala de forma a que pudesse controlar os meus pertences e para isso, deixei de estar agarrada. Nisto, aquilo arranca de repente e eu sou literalmente (quando digo literalmente, é vergonhosamente no sentido literal) projectada para trás, para cima do rapaz e até o pisei, coitado. Ele agarrou-me e eu só queria um buraco para me esconder. Novamente pedi mil desculpas e o amigo pareceu-me fazer uma piadinha, num tom mais baixinho, a dizer que "foi sem querer" -.- ali estava eu, a morrer de vergonha, de vestido no metro e a sentir esporadicamente a respiração do rapaz na minha diagonal... Ele até chegou a perguntar-me as horas, porque eu tinha relógio mas ainda pensei que ele estivesse a perguntar ao amigo dado que estava de costas e não o vi direccionar-se a mim. Disse-lhe as horas e chegámos ao destino, graças a Deus! Algo me diz que para o ano vou ter muito tempo para estes pequenos embaraços do quotidiano...
Eu nem costumo ser assim trapalhona mas claro que se tinha de acontecer a alguém, era logo a mim!

1 comentário:

Jota disse...

Ahaha, eu acho estes momentos tão engraçados :D

R: Oh, obrigado :)